domingo, 2 de fevereiro de 2014

Paranapiacaba - Santo André - SP - Brasil

Bem amigos, depois de ter falado um pouco sobre a lenda do Castelinho da rua Apa em SP, resolvi falar um pouco de um lugar que eu adoro e que faz parte da minha cidade, Santo André !

O local é a vila de Paranapiacaba, localizada no começo da serra do mar, construída por volta de 1867 pelos ingleses que construiam as estradas de ferro que ligavam o interior ao porto de Santos.

É uma vila linda de se visitar com um clima muito agradável e um verdadeiro museu a a céu aberto, tem até uma replica do Big Ben de Londres que os ingleses construíram para se sentirem mais "Em Casa".

Mas como todo lugar antigo tem suas histórias nada agradáveis, sobre mortes, tragédias e muitas aparições de fantasmas, diz uma lenda que até o verdadeiro Jack o Estripador passou seus últimos dias por aqui...
Vamos a elas...


A Noiva

A neblina em inglês é conhecida como “fog”. Em indígena como “Cumbica”. Para 
os operários, de serração (por conta da serra). Por fim os mais velhos da cidade de

Paranapiacaba a conhecem como “Noiva”. A história começa com um amor proibido entre a filha de um operário da ferrovia e o filho do engenheiro-chefe, que era inglês. Sendo a moça católica e o rapaz protestante, ele contraria todas as tradições e aceita se casar com a moça, já marcando o casamento.Em conjunto, todos os operários se unem e encomendam um vestido de noiva para a moça de uma estilista famosa da cidade de São Paulo. O véu era tão longo que chegava a ficar fora da porta da igreja.
O casamento seria na parte alta da vila, que era portuguesa. O rapaz teria que se converter ao catolicismo. Todos, até os britânicos, foram prestigiar o casal. De última hora o pai do rapaz não o deixa ir até a igreja, prendendo-o na adega de sua casa (dizem que seu espírito permanece neste local até hoje).
A Noiva não se casou. Como foi deixada no altar perdeu sua honra, o que faria não poder se casar novamente. Isso a deixou louca. Uma noite ela colocou seu longo vestido e saltou do alto da serra. Desde aquela noite, Paranapiacaba nunca foi a mesma.
A neblina começou a assombrar os moradores da cidade, dizendo que ela seria o espírito da noiva que surge todos os dias para amedrontá-los, tirando-lhes o sol de cada dia.
Há também outro final para essa história. Sendo a neblina o espírito da Noiva, ela surge todos os dias para encontrar seu amado. Este fato é curioso, pois a neblina sempre faz o mesmo caminho, surgindo dentre os morros da serra indo em direção a casa do engenheiro-chefe, suposto local em que ele estaria (na adega).

Os Multilados



Na ferrovia aconteciam muitos acidentes. A neblina sempre contribuía em tais acidentes, já que ela dificultava a visão dos trabalhadores nos trilhos do trem. Com isso os atropelamentos seguidos e mutilações eram freqüentes.Dizem que se andarmos nos trilhos, muitos já desativados, quando a neblina os domina totalmente, conseguimos ver as imagens das pessoas sendo acidentadas nos respectivos lugares em que isso realmente ocorreu. Ou seja, vemos todos os mutilados da ferrovia, uma imagem que realmente choca.
Como exemplo, em um dia do sete de setembro, um homem foi atropelado pelo trem, sendo cortado ao meio na altura da cintura. Ele, impressionantemente, ficou vivo durante uma hora, tempo suficiente para chamar todos os seus familiares e ainda avisar onde estava guardado todo o seu dinheiro que serviria como herança. Nesse dia é realizada uma missa em homenagem a ele e todos os mutilados.

João Ferreira


Por a cidade de Paranapiacaba ser muito úmida, por conta da constante neblina que a ronda, já que se situa em uma região serrana, todas as portas e janelas das casas do local ficam fechadas durante todo o dia, para não entrar umidade em seus interiores. Reza a lenda que um casal foi fazer turismo na região e não encontrou ninguém nas ruas, apenas um senhor alto, magro e branco, vestido de terno e chapéu, que dizia ser um guia turístico da região. Seu nome era João Ferreira. Muito felizes, o casal foi acompanhado pelo guia para a cidade inteira, e puderam sanar todas as dúvidas possíveis sobre o município. Depois de o dia ter passado tranquilamente, os três voltam ao cemitério, local de partida do passeio turístico, se despedem, e João Ferreira some.Em outra jornada para a região serrana, o casal volta a Paranapiacaba, agora em um dia de sol, e resolve agradecer ao acompanhante pelo dia proveitoso, anterior àquele. Como fazia sol, as casas estavam abertas, porém, nenhum morador dali conhecia o tal João Ferreira. Sem sucesso, a família voltou ao cemitério, para ver se o encontrava novamente, entretanto, não obtiveram êxito novamente. Perplexos, foram até o coveiro que trabalhava ali e perguntaram pelo homem que ninguém conhecia, e, por um momento, encontraram uma resposta. Contudo, o João Ferreira que o trabalhador conhecia, morrera há muitos anos, e ele os levou até a lápide do senhor para verificar. Indignados, o casal reconheceu a foto presente no túmulo, e afirmaram que o cadáver e o guia turístico que os acompanhara eram a mesma pessoa...


A lenda do balanço.( Essa eu já vi pessoalmente e confesso que é bem estranho... arrepia )

Há muito tempo, na Vila Britânica de Paranapiacaba, uma família inglesa morava em frente ao clube Serrano do distrito. Ao lado havia um pequeno parquinho, com caixa de areia, gangorra, gira-gira e balanços...Essa familia era composta da mãe, filha e pai. Em um dia com muita neblina, a pequena menina ficou na janela de casa por horas, observando o parquinho. A mãe estava tricotando, e o pai trabalhava na ferrovia. A menina chegou até sua mãe e perguntou se poderia ir ao parque brincar com seu amiguinho, pois ele estava acenando para ela. A mãe, receosa, por conta da neblina, não deixou que a menina saísse de casa.A menina, muito chateada, voltou à janela. A mãe ignorou o fato de a filha passar horas na janela, e continuou seus afazeres.
Entretanto, nos dias que se sucederam, por volta de uma semana, a menina continuou pedindo à mãe para brincar no parquinho com seu amigo. Até que a mãe, irritada com os vários pedidos da menina, resolveu ir até à janela e tirar satisfações com o garoto.
Era um dia com neblina, no entanto, não ventava, e a mulher procurava o amigo de sua filha, sem sucesso. Então, a menina, com tranquilidade, apontou para o balanço, e ali não havia ninguém, porém, o banco verde do parquinho balançava, como se uma pessoa estivesse lá... Como se uma criança brincasse nele. A mãe ficou aterrorizada e, rapidamente, retirou sua filha da janela. Depois de um tempo, a família mudou-se daquela casa. Após aquele grupo inglês, nenhum outro voltou a morar na casa. Contudo, diz a lenda que, em alguns dias sem vento, quem passar na frente do parque, ao lado do Clube Serrano, pode avistar o balanço se movendo, um movimento que só poderia ser feito se uma pessoa estivesse ali sentada.

Jack - o Estripador


Antigos relatos sobrevivem na voz de veteranos moradores e se encontram com lendas recém-nascidas, como a da presença de Jack, o Estripador, assassino serial que teria sido um médico inglês exilado voluntariamente em Paranapiacaba para escapar da perseguição da polícia londrina. Esse caso não tem comprovação factual e histórica, mas as coincidências são instigantes.

Diz a lenda que que médico teria cometido os crimes do Estripador e fugido para uma vila ferroviária construída pelos ingleses na América do Sul. Na época, Paranapiacaba era a única opção.